segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

NeuroMarketing

Segundo NETO, Guilherme (2008), no artigo publicado no site “Mundo do Marketing”, o Neuromarketing surgiu no final da década de 1990 através de estudos académicos de um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos. Entre eles, Gerald Zaltman, médico em Harvard, teve a ideia de usar aparelhos de ressonância magnética para estudos de Marketing. Como o próprio nome indica, consiste na combinação de conhecimentos de duas áreas que, a neurociência e o marketing.



No Neuromarketing o órgão de tomada de decisão é o cérebro humano. Visto que os métodos de pesquisa normais, como entrevistas, inquéritos, etc, não são suficientes para influenciar o comportamento do consumidor, os “neuromarketeers”, têm de utilizar a ressonância magnética funcional, isto é, um técnica que regista imagens da actividade cerebral, para compreenderem quais as áreas da mente, dos consumidores, são estimuladas, quando expostas a determinadas imagens de marcas ou produtos. Através das alterações no fluxo sanguíneo e na oxigenação podemos interpretar a intensidade da apreciação do indivíduo, e o que mais gostou. Como por exemplo, se a pessoa em análise se identificar com a marca, o sangue desloca-se para o córtex pré-frontal media (NUNES, Rosaria 2003).

Como ainda não é possível antever o impacto que o Neuromarketing causará no mercado de consumo para os próximos anos, suscitam varias questões à volta deste tipo de acções de marketing, tais como, se as áreas do Neuromarketing manipulam o consumidor? Segundo Alex Born, todas as acções podem ser utilizadas com bom ou mau fundo, mas “O Neuromarketing pode tornar o Marketing mais honesto ou talvez, mais perigoso, se utilizado sem escrúpulos”.
Segundo o especialista, Paulo Vieira de Castro, Diretor do Centro de Estudos Aplicados em Marketing do Instituto Superior de Administração e Gestão do Porto, o Neuromarketing falha ao ignorar as margens das relações humanas e desvaloriza o entendimento integral do ser humano. Vale, portanto, como indicativo, e não prova, de um sucesso. As suas pesquisas avaliam as melhores cores a serem aplicadas aos produtos e embalagens, examinam as reacções do consumidor face ao produto e observa subjectivismo na relação com a marca e produto.
Conclusão, o NeuroMarketing testa, se uma acção realmente desperta o sentimento desejado nas pessoas pela empresa e se ele influencia na sua decisão de compra, também pode ser um bom método para um empresa saber defrontar a concorrência, pois pode encontrar as falhas de comunicação de acções dos concorrentes e criar um “contra ataque”. (NETO, Guilherme 2008)

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